As "matrafonas", sendo um dos símbolos fortes do Carnaval de Torres, demonstram a capacidade de renovação assegurando a fidelidade à tradição.

Os grupos de "matrafonas", homens mascarados de mulher, surgem por volta de 1926, segundo testemunho oral.

Esses grupos "mais não eram do que indivíduos que vestiam um fato de mulher - mas que não ficava bem a senhora nenhuma, procuravam era vestir um fato que lhes ficasse horrivelmente mal e feio".

Inicialmente, esses homens eram homens do campo, com poucas posses para comprarem máscaras e recorriam às roupas velhas das mulheres lá de casa, usando caraças feitas com caixas de sapatos *.

As "matrafonas" persistem no Carnaval de Torres porque se tornaram num dos seus ícones mais fortes e actualizam a sua sátira.
Não se confundindo nunca com um travesti, as "matrafonas" ora satirizam alguns dos toques femininos mais vulgarizados, ora dão uma visão da mulher, nem sempre inocente e nunca isenta, na óptica masculina.
A imagem da mulher socialmente "mal comportada" é um papel recorrentemente retomado por muitas "matrafonas".

A Associação de Ministros & Matrafonas reúne muitos dos actores mais participativos do Carnaval de Torres.

* in "Carnaval de Torres- uma história com tradição"


Matrafonas
>>> por Slingshot <<<