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Grupos de Carnaval

Real Confraria do Carnaval de Torres

A Real Confraria do Carnaval de Torres foi a primeira confraria do Carnaval existente em Portugal.

A Confraria tem como objetivo central promover a imagem do Carnaval de Torres Vedras, preparando cada Carnaval, assegurando a participação dos cidadãos e mantendo a sátira e a espontaneidade que lhe são características.

A Real Confraria do Carnaval de Torres propõe-se, nos seus Estatutos, organizar “festas, recepções, banquetes, provas, concursos, conferências, cursos, passeios culturais e outras manifestações”; apoiar o estudo e divulgação de trabalhos sobre o Carnaval de Torres; glorificar as “virtudes, tradições e história” do Entrudo torriense; defender a “genuinidade, tipicidade e prestígio” do Carnaval local; colaborar e/ou associar-se a “organizações nacionais e estrangeiras similares”; e procurar apoios para o “surgimento, promoção e manutenção do Museu do Carnaval de Torres”.

 

Ministros e Matrafonas 

A Associação de Ministros e Matrafonas do Carnaval de Torres tem como objetivo promover e divulgar o Carnaval. Para este efeito, além da ativa participação no Carnaval de Torres Vedras ou outros, propõem-se divulgar ou promover bailes; desfiles; rallys; ou outras atividades recreativas e culturais.

Presença indispensável nos Carnavais de Torres Vedras, os ministros e matrafonas fazem parte do séquito de suas altezas reais. Promovem ações de animação em lares e outras instituições.

 

Marias Cachuchas 

A 26 de Março de 2011, um sábado, três amigas decidiram formar um grupo oficial ligado ao Carnaval de Torres Vedras, um evento do qual são acérrimas defensoras, assim como das suas tradições. Nesta data, começaram a ser delineadas as bases daquela que viria então a tornar-se a ASSOCIAÇÃO CARNAVALESCA AS MARIAS CACHUCHAS. A denominação do grupo, foi definido nessa mesma noite.

O quarto elemento que integraria os membros fundadores, foi contactado no dia a seguir, por encontrar-se a residir fora do nosso país, mas que partilha da mesma "ideologia carnavaleira" que as outras três amigas. O passo seguinte foi falar com outros amigos, aos quais foi apresentado o projecto. Estes eram, de uma forma ou de outra, companheiros habituais de folia no Carnaval, de forma desorganizada. Pretendia-se juntar pessoas que representassem o espírito torriense, e partilhassem essa paixão. A particularidade da nossa associação, é que de acordo com a informação que nos foi dada, esta, é a primeira do género criada por mulheres, e que tem entre os seus Associados tanto homens como mulheres.

O objectivo da Associação, foi definido, tão simplesmente como a divulgação e promoção do Carnaval de Torres Vedras. 

Deu-se início à elaboração dos Estatutos e do Regulamento Interno, ao mesmo tempo que o grupo ia adicionando novos associados ao núcleo inicial. Os mais variados temas eram discutidos, cada vez que os Associados se encontravam para conviver, num bar, ponto de encontro habitual. Os tópicos iam desde o que deveria constar dos Estatutos e Regulamento, ao símbolo que iria representar a Associação, à entrada de novos associados, aos projectos que se poderiam criar para divulgar o nosso Carnaval, entre muitos outros pormenores.

Depois de toda uma pesquisa sobre o que seria necessário para registar o grupo, e de reuniões formais entre os Associados, nasceu oficialmente a Associação Carnavalesca As Marias Cachuchas, a 14 de Junho de 2011, pelas 16 horas. A 23 de Junho, realizou-se a primeira Assembleia-Geral, onde foram eleitos os corpos dirigentes que representam a Associação.

Os elementos simbólicos identificativos da Associação são dois:

A Maria Cachucha, ou a Maria da Purificação da Silva, uma torriense que viveu entre 1900 e 1960, e que tinha praticamente uma vida de homem: vestia-se parcialmente com roupa de masculina, fumava charuto, trabalhava no matadouro (um trabalho tipicamente masculino) e tinha bigode. Por um lado, ela é o oposto de uma Matrafona, com todo o respeito à sua memória, e ao mesmo tempo desafiava as convenções sociais da época pela forma como se apresentava e vivia a sua vida.
O Cocotte, faz parte das tradições carnavalescas da cidade de Torres Vedras, tendo sido eliminado das batalhas de flores e substituído pelo cubo. Os elementos do grupo defendem a reintegração desta tradição no Carnaval, tendo nos Corsos Diurnos de 2012, distribuído cocottes aos foliões que se encontravam no desfile.

Actualmente, a Associação conta já com o Carnaval de 2012 passado em conjunto, e com a realização de actividades como o I Concurso de Expressão Plástica, de assaltos de Carnaval em 2012 e já em 2013, este com o apoio da associação Torres Viva, a participação numa tertúlia subordinada ao tema Carnaval de Torres, a celebração do seu primeiro aniversário, e a participação no Carnaval de Verão de 2012.